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Asaria

O mundo depois do Estilhaço

Quando a asa de cristal se partiu, a terra virou um arquipélago suspenso sobre o Vazio, preso pelos estilhaços cravados na rocha. Cada pedaço guardou uma luz diferente.

Os grandes estilhaços não só seguram as terras no ar. Dois pedaços que já foram uma asa só ainda se lembram um do outro e ressoam: é por essas ressonâncias que se viaja de uma terra a outra.

A luz partida adoece as feras. Essa febre, a aura, as enlouquece e as faz engolir estilhaços — por isso elas derrubam cristais. Quanto mais perto de onde a asa caiu, mais puros os estilhaços e mais perigosas as feras.

Alvor está vivo, voando em algum lugar com uma asa só.

Os primeiros mundos

Os mundos da beta alternam a superfície e as profundezas. Outros virão.

  1. Superfície

    Ilhas do Amanhecer

    Arquipélago de primavera: cerejeiras, arrozais em terraços, torii e santuários sobre costas de pedra. É onde a jornada começa.

  2. Superfície e subterrâneo

    Véu das Brumas

    Vales sem nenhuma sombra, onde a bruma é o dia que não chegou a nascer. Embaixo, as Cavernas de Cristal brilham em ciano.

  3. Superfície

    Coração Dourado

    Colinas, terraços e ruínas cobertas de hera sob uma luz dourada que nunca se apaga. Terra dos cervalinos.

  4. Subterrâneo

    Domínio Ardente

    Minas de cristais em brasa, trilhos e forjas, onde a luz vem de baixo. No fundo, algo bate.

  5. Superfície

    Pântano do Ocaso

    Pântano-espelho sob um pôr do sol sem fim, entre pontões, barcas e lamparinas. A aura escorre pelas margens apesar das luzes.

  6. Superfície

    Vigília da Meia-Noite

    Noite eterna em que a luz vem do chão: cogumelos gigantes, campos de fios de luz, cristais que respiram. Terra dos Renascidos.

Fora dos mundos

Arena do Meio-Dia

Uma ilhota fora dos mundos, feita para o duelo. O cristal da arena lembra tudo o que sua luz tocou: é assim que a arquibancada assiste — e ali ninguém morre de verdade.